Violeiro
mineiro,
meu canto
nem forte
nem belo
- singelo -
recorda
ternuras
passadas
futuras
presenças
amadas
amigos
imagens
paisagens
- meu canto
a um canto
da vida.
vivida.
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Monday, January 21, 2008
Tuesday, January 15, 2008
Noturno Mineiro
Cabe pois num vagão
toda a nossa viagem.
Mas é cinza e carvão
amor, e sua imagem.
Eis que range nos trilhos
uma forma de adeus.
Os cuidados são filhos
da tristeza de um deus.
Entre as rosas do carro
ouça a terra que chama.
A nós, seres de barro,
mais fina é sua gama.
Ó trem, fuga no espaço,
chama, canto, galera!
Os mil poderes do aço,
para mim os quisera.
Monstro azul e cativo,
nossa pressa nostálgica
faz de ti um ser vivo,
errante flauta mágica...
toda a nossa viagem.
Mas é cinza e carvão
amor, e sua imagem.
Eis que range nos trilhos
uma forma de adeus.
Os cuidados são filhos
da tristeza de um deus.
Entre as rosas do carro
ouça a terra que chama.
A nós, seres de barro,
mais fina é sua gama.
Ó trem, fuga no espaço,
chama, canto, galera!
Os mil poderes do aço,
para mim os quisera.
Monstro azul e cativo,
nossa pressa nostálgica
faz de ti um ser vivo,
errante flauta mágica...
Monday, September 3, 2007
Festa no Brejo
A saparia desesperada
coaxa coaxa coaxa.
O brejo vibra que nem caixa
de guerra. Os sapos estão danados.
A lua gorda apareceu
e clareou o brejo todo.
Até à lua sobe o coro
da saparia desesperada.
A saparia toda de Minas
coaxa no brejo humilde.
Hoje tem festa no brejo!
coaxa coaxa coaxa.
O brejo vibra que nem caixa
de guerra. Os sapos estão danados.
A lua gorda apareceu
e clareou o brejo todo.
Até à lua sobe o coro
da saparia desesperada.
A saparia toda de Minas
coaxa no brejo humilde.
Hoje tem festa no brejo!
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